Se você gosta de drama, reviravoltas e bandeirinhas trabalhando mais que o SUS em dia de mutirão, o Estádio Defelê foi o seu lugar neste sábado (30). Pela terceira rodada do Candango Sub-20, Brasília FC e Real Brasília entregaram tudo — inclusive gols que não valeram. No fim, a lógica do “elenco mais experiente” prevaleceu com a vitória de virada do Real Brasília por 3 a 1.
O Paredão Luan
O jogo começou naquele ritmo de clássico: lá e cá, mais lá do que cá. O Real Brasília botou o bloco na rua e parecia que abriria o placar a qualquer momento. Só esqueceram de combinar com o goleiro Luan, do Brasília FC. O moleque simplesmente operou três milagres na primeira etapa. Enquanto o Real pressionava, o Brasília FC contava com as grandes defesas do goleiro.
Para piorar a frustração do Real, o bandeirinha decidiu roubar o protagonismo. Foram dois gols anulados por impedimento só no primeiro tempo (e mais um no segundo, para pedir música no Fantástico das irregularidades).
Aí entrou em ação a lei mais antiga do futebol. Aos 35 minutos, o zagueiro Bernardo resolveu dar uma de Pirlo e mandou um lançamento cinematográfico. O atacante Arthur, com a frieza de quem toma café quente sem soprar, recebeu e deu um tapa sutil, por cobertura, na saída do goleiro. Brasília FC 1 a 0, punindo os erros do adversário.
A Reação dos “Profissionais”
Na segunda etapa, o peso da experiência começou a falar mais alto. O Real Brasília entrou em campo com a bagagem de oito jogadores profissionais no elenco do Sub-20. Uma hora o cansaço bate e a experiência prevalece.
Mesmo com as boas atuações do Kauan, que mandou no meio-campo do Brasília com muita raça, do veloz e habilidoso Davi e de Vinícius (o camisa 11 que deu trabalho), o Real não se entregou.
Aos 27 minutos, apareceu o cara. Nicolas, o camisa 11 do Real (que já foi elogiado aqui no blog), achou o gol de empate. O estilo de jogo desse moleque é diferenciado: tem personalidade, drible vertical e faro de gol. Ele joga bola com a facilidade de quem joga videogame no modo fácil.
O Show de Glauco
Se o empate já era ruim para o Brasília, o final do jogo guardava um herói improvável para o Real. O camisa 5, Glauco, resolveu se fantasiar de centroavante.
Aos 38 minutos, ele aproveitou a pane no sistema defensivo do Brasília e virou o jogo. E como um é pouco e dois é bom, aos 42 minutos, Glauco apareceu de novo para fechar o caixão e carimbar o 3 a 1 no placar. Placar duro para o goleiro Luan, que apesar de buscar três bolas na rede, saiu de campo como um dos melhores da partida, evitando uma goleada maior.
No fim das contas, prevaleceu a experiência dos jogadores profissionais e a rodagem do Real, mas o Brasília FC mostrou que tem coletivo e peças individuais que vão dar muito o que falar nesse campeonato. Segue o jogo!
